Falta uma semana para os brasileiros voltarem às urnas.
No próximo domingo, 4 de outubro, eleitores de todo o país participarão do primeiro turno das Eleições 2026, uma disputa que definirá não apenas quem avançará na corrida pela Presidência da República, mas também a composição de governos estaduais e de uma parcela importante do Congresso Nacional.
As seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, seguindo o horário de Brasília. Caso nenhum candidato à Presidência obtenha a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
A corrida presidencial chega à reta final marcada principalmente pela disputa entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisas recentes mostram diferença pequena entre os dois, dentro ou próxima das margens de erro dos levantamentos.
Quem disputa a Presidência em 2026?
Neste ano, 13 pedidos de candidatura à Presidência foram apresentados à Justiça Eleitoral dentro do prazo legal.
Entre as chapas já validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral estão Lula e Geraldo Alckmin; Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar; Romeu Zema e Eduardo Girão; Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab; Renan Santos e Aroldo Medina; Samara Martins e Raquel Brício; Hertz Dias e Vanessa Portugal; Edmilson Costa e Cleusa Santos; Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos; Wilson Grassi e Suêd Haidar; e Clariana Barão e Fabiana Torquato.
Também foram apresentados os pedidos das chapas de Augusto Cury e Júlio Delgado e de Pablo Marçal e Leonardo Avalanche. O status atualizado de cada candidatura deve ser consultado diretamente no sistema eleitoral, já que decisões judiciais podem alterar a situação dos registros.
O que mostram as pesquisas mais recentes?
Os levantamentos divulgados nas últimas semanas apontam uma disputa apertada.
Na pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula registrou 37% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro apareceu com 33%. Como a margem de erro era de dois pontos percentuais, o levantamento indicou empate técnico no limite da margem.
Outro levantamento, do Datafolha divulgado em 17 de setembro, registrou Lula com 39% e Flávio com 36%. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores e tinha margem de erro de dois pontos percentuais.
Levantamentos diferentes podem apresentar resultados distintos porque utilizam metodologias, períodos de coleta e amostras próprias.
Por isso, pesquisas eleitorais devem ser entendidas como retratos da opinião dos entrevistados no momento em que foram realizadas — não como previsão do resultado da eleição.
Disputa vai muito além da Presidência
Embora a corrida pelo Palácio do Planalto concentre grande parte da atenção, o eleitor também escolherá deputados federais, deputados estaduais ou distritais, dois senadores, governador e presidente da República.
A eleição para o Senado merece atenção especial em 2026 porque dois terços das 81 cadeiras da Casa estão em disputa.
Isso significa que cada estado e o Distrito Federal escolherão dois senadores.
A nova composição do Congresso terá influência direta sobre a capacidade do próximo presidente de aprovar projetos, mudanças legislativas, orçamento e outras medidas que dependem do Legislativo.
Lula busca novo mandato
Lula chega à eleição ocupando a Presidência e concorrendo novamente ao cargo.
Sua chapa mantém Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente, repetindo a composição vencedora da eleição de 2022. O registro da candidatura foi aprovado pelo TSE em setembro.
Como presidente em exercício, Lula disputa a eleição tendo sua gestão submetida à avaliação dos eleitores ao mesmo tempo em que apresenta propostas para um novo mandato.
Economia, custo de vida, segurança pública, relações internacionais, programas sociais e funcionamento das instituições aparecem entre os temas que atravessam a campanha.
Flávio Bolsonaro representa o PL na disputa
Do outro lado da principal disputa registrada pelas pesquisas está Flávio Bolsonaro.
Senador pelo Rio de Janeiro, ele concorre à Presidência pelo PL tendo Alfredo Gaspar como candidato a vice. A chapa também teve seu registro aprovado pelo TSE.
Flávio carrega para a eleição o sobrenome e parte da base política construída em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas disputa o cargo em seu próprio nome.
A proximidade registrada entre Lula e Flávio nas pesquisas tornou o confronto entre as duas campanhas um dos principais eixos da eleição presidencial nesta reta final.
Outros candidatos tentam ampliar espaço
A eleição, entretanto, não se resume aos dois primeiros colocados nas pesquisas.
Candidaturas como as de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema buscam ampliar espaço na reta final, além dos demais nomes registrados para a disputa.
O Datafolha de 17 de setembro, por exemplo, registrou Augusto Cury com 6%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 2% naquele levantamento específico.
Os últimos dias de campanha ainda incluem propaganda eleitoral, entrevistas, debates, agendas públicas e esforços para conquistar eleitores que permanecem indecisos ou que admitem mudar de voto.
Como consultar as propostas dos candidatos
Uma das novidades disponibilizadas pelo TSE nesta eleição é uma página que organiza os programas de governo entregues oficialmente pelas chapas presidenciais.
O conteúdo foi dividido em oito macrotemas e permite que o eleitor procure propostas relacionadas a assuntos específicos.
As informações vêm dos documentos apresentados pelas próprias candidaturas à Justiça Eleitoral.
O que levar para votar?
No dia da eleição, é necessário apresentar um documento oficial com foto.
Entre os documentos aceitos estão RG, Carteira de Identidade Nacional, CNH, passaporte, carteira de trabalho física e documentos profissionais reconhecidos por lei.
O e-Título também pode ser utilizado para identificação quando apresentar a fotografia do eleitor.
Segundo o TSE, documentos oficiais com foto podem ser aceitos mesmo vencidos, desde que permitam identificar o eleitor. Certidões de nascimento e casamento não servem como documento de identificação para votar.
Uma semana que pode mudar o cenário
A última semana de uma eleição concentra decisões importantes de eleitores que ainda não consolidaram sua escolha.
É também um período em que pesquisas são divulgadas com maior frequência, campanhas intensificam agendas e declarações dos candidatos ganham repercussão rapidamente.
Até aqui, os levantamentos disponíveis descrevem uma corrida presidencial competitiva, especialmente entre Lula e Flávio Bolsonaro. Eles não determinam, porém, o resultado das urnas.
A resposta começará a ser dada em 4 de outubro, quando os votos forem registrados e apurados em todo o país.
Se houver necessidade de segundo turno para presidente ou governador, a decisão final ocorrerá em 25 de outubro.
