A inteligência artificial está transformando o jornalismo, a publicidade e a produção cultural. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens e vídeos levantam uma questão cada vez mais importante: como aproveitar os avanços tecnológicos sem comprometer a criatividade humana e a credibilidade das informações?
Para discutir esse cenário, a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e a Folha de S.Paulo promoverão, em 18 de novembro de 2026, um encontro dedicado aos impactos da inteligência artificial na comunicação, na arte e na cultura.
O evento está programado para acontecer em São Paulo e reunirá profissionais e especialistas para debater as oportunidades, os desafios e as transformações provocadas pelo avanço da tecnologia.
Como a inteligência artificial está mudando o jornalismo?
A utilização da inteligência artificial nas redações representa uma das mudanças mais importantes da comunicação digital nos últimos anos.
Ferramentas automatizadas podem auxiliar jornalistas na organização de informações, na transcrição de entrevistas, na análise de documentos e em determinadas etapas da produção de conteúdo.
Entretanto, essas possibilidades também trazem preocupações relacionadas à verificação de fatos, à transparência e à responsabilidade editorial.
Uma informação produzida por inteligência artificial pode apresentar erros, interpretações equivocadas ou referências inexistentes. Por isso, a supervisão humana continua sendo fundamental.
O debate promovido pela FAAP e pela Folha pretende abordar essas transformações e suas consequências para o setor de comunicação.
Quem participará do debate sobre comunicação?
A primeira mesa do encontro será dedicada aos impactos da inteligência artificial no jornalismo, na publicidade e em outras atividades da comunicação.
Entre os participantes anunciados estão Álvaro Machado Dias, Juliana Elia e Sérgio Dávila, com mediação de Dani Braga.
A discussão acontece em um momento em que empresas de comunicação buscam compreender como incorporar novas ferramentas aos processos de trabalho sem prejudicar a qualidade do conteúdo oferecido ao público.
Inteligência artificial também transforma a arte e a cultura
Os impactos da inteligência artificial não estão limitados ao jornalismo. A tecnologia também vem sendo utilizada na criação de imagens, vídeos, músicas e outras produções culturais.
Essas aplicações ampliam as possibilidades de experimentação artística, mas também levantam dúvidas sobre autoria, direitos autorais e utilização de obras existentes no desenvolvimento de sistemas automatizados.
A segunda mesa do evento será dedicada a essas questões, com participação de Edilamar Galvão, Marcos Moraes e Giselle Beiguelman, sob mediação de Silas Martí.
O encontro pretende explorar como artistas, pesquisadores e profissionais da cultura estão lidando com tecnologias capazes de participar de diferentes etapas do processo criativo.
A inteligência artificial pode substituir jornalistas?
Essa é uma das perguntas que ganharam força com a popularização das ferramentas de inteligência artificial generativa.
Embora esses sistemas consigam produzir textos e organizar grandes quantidades de informação, o trabalho jornalístico envolve atividades que vão além da redação.
Investigar acontecimentos, entrevistar fontes, verificar documentos, contextualizar fatos e tomar decisões editoriais são responsabilidades essenciais para a produção de notícias confiáveis.
Além disso, sistemas de inteligência artificial podem reproduzir informações incorretas ou apresentar respostas aparentemente convincentes sem respaldo em fontes verificáveis.
Por esse motivo, a adoção dessas ferramentas exige políticas de utilização, revisão humana e transparência sobre sua participação na produção jornalística.
Quais são os principais desafios da inteligência artificial na comunicação?
O avanço da tecnologia apresenta oportunidades para profissionais e empresas, mas também exige atenção a diferentes riscos.
Entre os principais desafios estão:
- Desinformação: conteúdos falsos podem ser produzidos e distribuídos rapidamente.
- Credibilidade: veículos precisam preservar a confiança do público.
- Direitos autorais: o uso de obras protegidas por sistemas de inteligência artificial gera discussões jurídicas.
- Transparência: leitores devem receber informações claras sobre o uso relevante de ferramentas automatizadas.
- Mercado de trabalho: novas tecnologias podem modificar funções e exigir diferentes habilidades profissionais.
Essas questões ajudam a explicar por que o debate sobre inteligência artificial passou a envolver não apenas empresas de tecnologia, mas também universidades, veículos de imprensa e instituições culturais.
Quando e onde será o evento da FAAP?
O encontro “IA, comunicação, arte e cultura” está programado para 18 de novembro de 2026, a partir das 9h30, no centro de convenções da FAAP, em São Paulo.
A programação divulgada prevê um primeiro painel sobre comunicação, seguido de um segundo debate sobre arte e cultura, com início previsto para as 11h.
A participação exige inscrição prévia. Os interessados devem consultar os canais oficiais da instituição para verificar as orientações e a disponibilidade de vagas.
O que esperar do futuro da comunicação?
A expansão da inteligência artificial indica que o setor de comunicação continuará passando por mudanças nos próximos anos.
Para jornalistas, publicitários e profissionais da cultura, compreender as possibilidades e os limites dessas ferramentas pode se tornar cada vez mais importante.
Ao mesmo tempo, habilidades como pensamento crítico, criatividade, investigação e interpretação de informações permanecem relevantes em um ambiente digital marcado pela circulação acelerada de conteúdos.
O encontro promovido pela FAAP e pela Folha de S.Paulo oferece uma oportunidade para discutir como essas transformações podem influenciar o futuro do jornalismo e da produção cultural.
O desafio não é apenas acompanhar a evolução tecnológica, mas garantir que sua utilização contribua para uma comunicação mais responsável, transparente e confiável.
