A Apple iniciou uma nova fase de sua história. Depois de 15 anos à frente da companhia, Tim Cook deixou o cargo de CEO em 1º de setembro de 2026, passando o comando para John Ternus, executivo que liderava a área de engenharia de hardware da empresa.
A mudança havia sido anunciada oficialmente em abril e encerrou uma das gestões mais longas e financeiramente relevantes da história da Apple. Cook, porém, não deixou a companhia: ele assumiu a função de Executive Chairman do conselho diretor.
Os números ajudam a dimensionar a transformação. No ano fiscal de 2011, quando Cook assumiu o comando, a Apple registrou aproximadamente US$ 108,2 bilhões em receita anual. No ano fiscal de 2025, último exercício fiscal completo antes da transição, esse número chegou ao recorde de US$ 416,2 bilhões.
Em outras palavras, a receita anual da Apple ficou quase quatro vezes maior durante o período em que Cook esteve no comando.
De Steve Jobs a Tim Cook
Cook assumiu definitivamente como CEO em agosto de 2011, sucedendo Steve Jobs. Ele já estava na Apple desde 1998 e havia construído parte de sua reputação dentro da companhia pela gestão das operações e da cadeia de suprimentos.
A responsabilidade era enorme. Jobs havia sido uma das figuras centrais na criação de produtos que transformaram a Apple, entre eles Mac, iPod, iPhone e iPad.
No ano fiscal de 2011, a Apple faturou US$ 108,249 bilhões e teve lucro líquido de aproximadamente US$ 25,9 bilhões.
Apple passou dos US$ 400 bilhões em faturamento anual
No ano fiscal de 2025, a Apple alcançou US$ 416,161 bilhões em vendas, recorde para a companhia até aquele exercício.
Somente o iPhone respondeu por aproximadamente US$ 209,6 bilhões, enquanto a divisão de Serviços alcançou cerca de US$ 109,2 bilhões.
A expansão dos serviços tornou-se uma das principais marcas da administração de Cook, ampliando a importância das receitas recorrentes dentro do ecossistema Apple.
Valor de mercado também mudou de escala
Segundo a própria Apple, a companhia valia aproximadamente US$ 350 bilhões quando Cook assumiu o cargo. Ao anunciar sua sucessão em abril de 2026, a empresa apontou que seu valor de mercado havia alcançado US$ 4 trilhões.
A empresa também ampliou sua presença internacional e hoje possui uma base instalada de mais de 2,5 bilhões de dispositivos ativos.
Apple Watch, AirPods e novos serviços marcaram a era Cook
Embora o iPhone tenha permanecido como o principal produto financeiro da Apple, a companhia entrou em novas categorias durante os anos de Cook.
Produtos como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro foram lançados durante sua administração. No segmento de serviços, Apple Pay, Apple Music e Apple TV também ampliaram o ecossistema da companhia.
Outro movimento estrutural foi a transição dos computadores Mac dos processadores Intel para chips desenvolvidos pela própria Apple, conhecidos como Apple Silicon.
Quem é John Ternus, novo CEO da Apple?
John Ternus trabalha na Apple há cerca de 25 anos e, antes de assumir o cargo de CEO, era vice-presidente sênior de engenharia de hardware.
Ternus assumiu oficialmente como CEO em 1º de setembro de 2026 e também passou a integrar o conselho diretor da companhia.
A mudança representa uma troca de comando, mas não um rompimento completo com a gestão anterior. Cook permanece dentro da estrutura da Apple como presidente executivo do conselho.
Cook deixa uma Apple muito maior do que encontrou
Em 2011, a Apple registrava cerca de US$ 108,2 bilhões em receita anual. Em 2025, o número havia avançado para US$ 416,2 bilhões.
Além disso, o valor de mercado saiu de aproximadamente US$ 350 bilhões no início da gestão para a casa dos trilhões de dólares.
Tim Cook deixa a administração diária da Apple depois de um período marcado pela expansão da escala do iPhone, crescimento dos serviços, criação de novas categorias de produtos e uma transformação significativa do tamanho financeiro da companhia.
Agora, a condução operacional desse negócio passa para John Ternus, enquanto Cook inicia uma nova etapa dentro da própria Apple.
